Pincky & Cérebro no Jardim Leonor
Certas coisas desencantam o torcedor mais fanático! O pedido de suspensão de Edmundo ao STJD pelo time do São Paulo mostra não só um viés de arbitrariedade e autoritarismo, mas também uma estupidez como gestor por parte dos dirigentes tricolores.
O que parece, para quem está à distância, é que o time do São Paulo busca "atropelar" adversários, se não for dentro de campo, que seja fora dele. A solicitação de punição a um jogador de futebol por um lance onde o juiz da partida presenciou, assinalou a falta, não puniu com cartão, e que não anotou na súmula qualquer ocorrência adicional, beira atitudes de quem pensa que ainda tem o Governador de São Paulo sentado no banco de reservas durante os jogos (quem é do meu tempo conhece essas histórias). E essas coisas de "armar" fora do campo - lembram do caso Grafite e o jogador argentino preso por racismo? - não parecem coincidência.
Entretanto o que os dirigentes tricolores não percebem é que a busca pela vitória a qualquer preço, tem uma vítima: o futebol! Eles, dirigentes, não percebem que o futebol é um negócio que vive de times fortes e rivalidade (no bom sentido) acesa!
O que parece, para quem está à distância, é que esses dirigentes pensam assim: eu quero conquistar o mundo, e para isso eu vou destruir a todos os meus adversários. Síndrome de PINKY & O CÉREBRO, naquela divertida série de TV, mas que no futebol nao tem nada de divertido nem inteligente.
Vou ensinar uma lição aos tão presitigiados dirigentes tricolores: não existe futebol forte sem adversários fortes! Não existe uma "indústria" do futebol forte se somente um time quiser ganhar tudo principalmente fora de campo. E nesse caso, não existirá audiência; e sem audiência não existirá patrocínio; e sem patrocínio, não existirão receitas! Ou seja, não existe futebol se não houver CREDIBILIDADE! Credibilidade do torcedor ter assistido a um jogo - que taticamente foi muito bom, que mostrou um time do Palmeiras que amarrou o "papa títulos" (como dizem alguns, não eu) - e que saiu de campo ou desligou o PAY PER VIEW e disse: ok, foi um jogo legal, vamos ao próximo. Se vamos mudar a história do jogo com suspensões a posteriori, então estamos num circo!
E para aquela "imprensa vai com as outras", uma mensagem: sejam mais inteligentes nas suas análises sobre gestão de futebol. Não dêem espaço a esse tipo de abuso, de ranço autoritário! Não dêem espaço a isso!! Dêem uma lida nos principais jornais esportivos do mundo desenvolvido e vejam como um tema desse seria tratado. Aliás, isso não acontece porque dirigentes esportivos com esse viés não sobrevivem em mercados como o inglês ou espanhol.
Bah! Chega desse assunto de Edmundo (e também FIFA)! Vamos falar de paixão e razão no futebol!
Saudações Alviverdes!



4 comentários:
Você esta coberto de razão, mas vindo de um time como o delas não podemos ficar calados de forma alguma.
Willian, concordo totalmente com você. Quando digo que nós devemos falar sobre paixão e razão, é só para não entrarmos na "deles".
Agora, eu acho que a Direção do Palmeiras tem que se manifestar de forma muito dura, contra o São Paulo. No mínimo revirar todos os jogos das moças nos últimos meses e encontrar "erros" de arbitragem ou violências não punidas e entrar com representação, ação, ato de repúdio, qualquer coisa.
Se querem brigar nessa área, a nossa resposta tem que ser muito forte. Nada de elegância não. Acho que o Toninho Cecílio está gritando (e faz bem) mas está sozinho. A Diretoria tem que ir com as mesmas armas prá cima!
Saudações... Vicente!
o q eu vejo nesse caso, é q a midia nao esta em peso, ou esta tomando do seu proprio veneno, hj é motivo de riso e de tiracao de sarro ver o anoa de jardim nos programas.....
mas esse barulho todo esta mais q claro q é para tirar o foco de como as coisas estao,
se tivesse jogo hj, ainda teria mais assunto amanha... mas teremos q arrastar nisso ate domingo.
saldacoes palestrinas.
Vicente, seu post é excelente. O Jardim Leonor pensa o futebol não como uma competição para ganhar campeonatos, mas para eliminar adversários. Não ligam se o futebol brasileiro se apequenar, acham que tem que ser monopolistas no Brasil, para serem um dos players internacionais.
Burrice deles, sem um ecosistema rico aqui eles não tem como ser fortes fora. Não se ligaram que futebol não é competição de mercado, com fusões, aquisições e internacionalizações.
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